7 de out. de 2008

Chave de Diamante



Oi, gente!!!Andei meio sumida, mas eu estava de férias no Brasil para matar saudades da minha família e principalmente dos meus sobrinhos lindos. Agora que moro no Japão, acabo conhecendo mais o Brasil, do que quando morava aqui. Irônico, não?Pois é, viajando para lá, viajando para cá, na última semana, dei um pulo na Adega de Sake, para ver como está. Daí a minha surpresa. A variedade de rótulos havia triplicado desde a última vez que visitei. E lógico que degustei todas as garrafas que estavam abertas. E sabe o que é irônico também? É aprender saquês e shochus aqui no Brasil, que no Japão. Juro para vocês que tentei várias vezes entender como funciona a produção de saquês, em várias cidades que visitei. Mas como todo japonês já conhecem a bebida, os técnicos, pulam várias etapas da explicação. E claro que não vou ficar pagando mico perguntando "Ah, o saquê é fermentado?". Pois é. Também, o Alexandre me falou que passou a fornecer saquês para os restaurantes e quando soube que abastece o Buddha Bar, meus olhos brilharam. Como além de escrever sobre saquês, a minha área é de moda e com certeza o glamour dos restaurantes sofisticados caem no meu conhecimento. Com a matriz em Paris e filiais espalhados em vários pontos do planeta, não pude deixar de me encantar pelo restaurante lounge. Nem no Japão tem!!!Aí..... eu comecei a fazer um monte pergunta para o Alexandre, até que ele nos convidou para um jantar (O que uma mulher não faz para conseguir as coisas, rsrsrs). Sinceramente eu e o Erick, meu namorado, estávamos um pouco assustados, pois não é sempre que vamos a um lugar assim, digamos chique. Mas tudo isso foi quebrado quando o barmen Agnaldo, com toda a educação do mundo, nos recepcionou no bar e logo em seguida o José Paulo e o Bar Manager Marcelo Serrano, veio nos atender. Fiquei muito impressionada com o tamanho conhecimento deles de elaborar drinks, um verdadeiro show de acrobacias de José Paulo. Isso sem falar no humor e animação de todos. Eu ainda pedi que fizessem um drink que não estava na carta (porque sou chata mesmo). Fiquei um pouco preocupada de eles não gostarem da minha atitude. Mas pelo contrário, parecem que adoram desafios. Passei um pouco do meu perfil alcoólico e imediatamente criaram um drink que meu deus do céu, delicioso. A base de saquê (claro), preparou uma bebida com uvas alongadas, que não lembro do nome, com um pouco de vodca e adoçado com xarope de açúcar. E o melhor, é conseguir manter o sabor do malte de arroz, coisa que muitos no Japão, não conseguem mostrar. D.I.V.I.N.O!!!!! Simplesmente perfeito!!! Recomendado para que não aprecia muito a bebida alcoólica. Conhecemos também a Chef Bel Coelho e o Sushi-chôu (Sushi Chef) Anderson Lourenço, que nos atendeu de forma que toda mulher adoraria e merece. Sem muitas explicações, mas sempre objetivo, nos apresentava os pratos em uma espécie de bate papo. Sou tarada por vieiras frescas, e parece que adivinham. Anderson nos mandou uma travessa com 15 delas que perdi a compostura e comi sozinha. Todas as delícias regadas com saquê Nambu Bijin Junmai Guinjo, que o Alexandre nos presenteou. A noite foi maravilhosa, e fechei a minha estadia no Brasil com chave de diamante. Hoje estou na província de Ishikawa, uma das regiões que produzem bons saquês. Agora que sei um pouco mais da produção de saquês, vou tentar entrar em uma adega para conhecer visualmente. Quando tiver mais notícias eu volto aqui.Ah, esqueci. Voltamos de taxi. Não se esqueçam. Bebeu, não dirija!
É isso gente. Beijos e beijos!
YUKARI

PS: Quero agradecer a toda equipe do Buddha Bar, pelo excelente atendimento e pela noite adorável.

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